Linguagem do Corpo: A Expressão dos Músculos

Você pode não concordar comigo, mas na grande parte das situações que passamos na vida, temos a tendência a responsabilizar os outros, o mundo, as pessoas, a economia do país e nos fazemos de vítima, como se não houvesse alguma coisa a mais naquela dada circunstância que um simples jogo de causa e efeito. Por exemplo, enquanto culpamos o mundo, não aproveitamos o aprendizado de ficar sem um emprego ou sem uma companhia que julgamos importante para perceber nosso apego, nossas ilusões, nosso orgulho, que nem achamos que temos, não é mesmo?

Como nem sempre nos damos conta desses mecanismos em nós, ou quando mais do que isso, não aceitamos algum fato que não está sob nosso controle, o processo emocional transcende as barreiras da mente e chegam ao corpo de diversas formas, podendo atingir as glândulas, circulação, nosso metabolismo, estimulando ou inibindo a produção de tecido adiposo (gordura), sistema locomotor (ossos, músculos e articulações) e sistema nervoso, entre outros. Como podem os profissionais da saúde e até mesmo as próprias pessoas não terem o conhecimento e a consciência da existência dos mecanismos psico-neurofuncionais e metafísicos atingindo nossa saúde física e psicoemocional?

            Em seguida, vamos falar um pouco sobre a linguagem emocional (metafísica, da essência raíz) dos músculos que fazem parte do nosso sistema locomotor. Como ressaltei acima, na postura de vítima, achamos que apenas o fator genético ou a idade são fatores relevantes o suficiente para que alguém adquira alguma doença, ou seja, novamente nos isentamos da responsabilidade da nossa consciência (ou da inconsciência) sobre nós mesmos, culpando nosso corpo ou a engenharia genética, a medicina, sem perceber que alguma postura interna gera sinais sistêmicos, provocando modificações a nível celular, alterando a produção de substâncias em nosso organismo, inclusive nas alterações celulares afetando nossos sistemas orgânicos. As nossas células e seus caracteres genéticos não são estáticos, inertes, eles se movimentam, se reorganizando e se adaptando ao microambiente a todo o momento, refletindo não apenas a expressão físico-química informada através do que ingerimos, mas também daquilo que pensamos e sentimos assim nossos complexos, traumas, inconformismos certamente são transmitidos para todas as células do nosso corpo.

Emocionalmente, nossos músculos estão relacionados com a nossa vontade, nossa capacidade de realizar e agir na vida, pois a cada contração e relaxamento dos mesmos, podemos respirar, digitar, falar, andar, enfim, a capacidade de nos movimentar, de ir e vir com liberdade. Dependendo de como lidamos com nossa ação, temos uma resposta muscular, a própria flexibilidade e agilidade muscular refletem um tipo de pessoa que consegue mover suas forças em busca dos objetivos que almeja. Assim também, sempre que estivermos em condições de arcar com as conseqüências de nossos atos com desprendimento, segurança e confiança, mantemos nossa saúde muscular. No entanto, quando agimos por impulso, medo, culpa, rancor, ou quando permanecemos preocupados, inseguros, nossas células (tecidos musculares) não trabalham livremente, podendo gerar rigidez, dor e até sérias inflamações agudas ou doenças crônicas de difícil diagnóstico e tratamento, como é ocaso das DORT(LER) e das fibromialgias.

Logicamente que exercícios mal conduzidos, ou indivíduos subnutridos terão repercussão deste quadro na sua saúde geral e podem apresentar dores, inflamação, rigidez muscular, edema (inchaço) e contraturas musculares. Acontece que se observamos que os casos de repercussão física, sem tantos componentes psicoemocionais envolvidos, tendem a se recuperar mais facilmente com os tratamentos mais convencionais. Vamos lembrar da fisiologia do envelhecimento, que em cada faixa etária existe a produção e a intensidade da maior parte de substâncias como enzimas, hormônios (mais ou menos atuantes) em todo o corpo variam muito, no entanto, sempre digo que, independente da idade: -“Célula saudável é célula saudável, seja com 20, 50, 70 ou 80 anos de idade. Ou seja, idade não é doença!”.

É evidente que em cada região do corpo os músculos expressam diferentes estados psicológicos e emocionais. Abaixo segue um pequeno “mapa metafísico” de algumas regiões do corpo para que você perceba como está sua saúde emocional:

Significado das dores, rigidez e lesões em regiões como:

  • Músculos dos Ombros– Não saber separar a responsabilidade sobre si mesmo e sobre os outros. Pessoa que se responsabiliza e carrega peso psicológico das dores de outras pessoas.
  • Músculos dos Braços– Pessoas que não percebem seus limites quando precisam agir, não admitem o momento de parar.
  • Músculos das Costas– Refletem falta de auto-apoio do indivíduo consigo mesmo, frustração por ter se mantido em alguma situação e sente que foi em vão, falta de coragem para enfrentar novos desafios.
  • Músculos do Tórax e Abdome– Incapacidade de manter relacionamento com pessoas queridas, questões afetivas (por ingratidão de outras pessoas), frustração por não ter conseguido objetivos na vida.
  • Músculos da Coxas e Pernas– Falta de base própria de sustentação para fazer seu caminho e se lançar para novos rumos na vida.

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